DEPOIS DO CARNAVAL

 

Não é preciso aprofundar-se em conhecimentos históricos para se definir o que é carnaval. “Tá na boca do povo”, concordaria qualquer folião nessa época. Porém, rapidamente, vale lembrar  que, segundo a História, tudo começa na Grécia Antiga, quando os adoradores resolvem homenagear seus deuses pela boa colheita e fertilidade (lembrando que poder plantar, colher e se infestar de filhos que cuidassem do indivíduo na velhice eram umas das “bençãos” mais apreciadas na época). Com o passar do tempo, tanto gregos como mais tarde os romanos (depois de dominarem a Grécia e aderirem seus deuses e costumes de interesse) incrementam no tal festejo o “vale tudo” do prazer, “pega pra capá”, “relabucho”, "fuleragem" (não necessariamente nessa ordem, e com esses termos) com danças sensuais, sexo explícito ou implícito (a gosto do praticante), bebedeiras e outras baixarias afins . Porém, toda essa luxúria não viria a ser tão popular como é hoje se não fosse graças a implantação, no século XI, da Semana Santa e da Quaresma pela Igreja Católica, pois, foi à partir das proibições que tais períodos impunham à sociedade que o povo se revoltou e levantou a seguinte questão: “Se temos que ser anjinhos na Quaresma e não comer carne, por que, para compensar, não poderíamos “ceder à carne” e ter nossos momentos de capetagem libertinagem  liberdade antes, fazendo tudo o que nos dá na telha?” (dou um real pra quem achar esses termos em algum livro de história- risos). E padres disseram "sim" à baixaria prática, mas, não conseguindo deter ao festejo o respeito. Daí, lembrando-se das festas gregas (e já também romanas) o povo, em acordo no início por certos papas, cria o carnaval, como é popularmente conhecido hoje.

Na verdade, creio que se conhece a árvore pelos seus frutos, como diz um amigo meu (livro de Mateus 7.17). Sendo assim, é mais fácil definir o que é carnaval pelos resultados que ele traz para a nossa sociedade. As consequências de tanta libertinagem estão presentes na nossa mídia: Morte, traição e desestabilização de famílias, gravidez indesejada, propagação de doenças sexualmente transmissíveis, etc, sem contar o grande buraco financeiro causado pela irresponsabilidade e paralisação de serviços essenciais à população nessa época. Agora, antes que algum incauto queira erroneamente culpar o verdadeiro Cristianismo, lembre-se do que os próprios discípulos de Jesus Cristo ensinaram: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.” (livro de Atos 15.28,29). Não sou contra a boa diversão, mas julgo não ser necessário ferir e humilhar outras pessoas a troco do próprio prazer imediato.


Autor: Bruno Ribeiro

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