A FORÇA DOS DESEJOS



 “A pessoa faz os planos, mas quem diria a sua vida é Deus, o Senhor.” (Provérbios 16.9)

Desde a sua infância, você ouve falar em ”forças” do mal e do bem. Os desenhos infantis até hoje, apresentam uma disputa entre o poder negativo de pessoas ou de coisas e o herói, ou um grupo de heróis, que tentam desbancar os vilões e suas forças negativas. Ás vezes eles vencem, outras vezes não – mas no último episódio o bem (ou o herói) sempre derrota o mal.

Na vida real não há heróis mascarados, nem “liga da justiça”, onde cada pessoa tem uma função para mudar e salvar o mundo. Contudo, há certo e errado, atos e consequências, conflitos entre o bem e o mal.

Todos os dias, os meios de comunicação em massa derramam sobre nós um mar de informações e sugestões, que questionam muito dos valores que temos como parâmetros para a nossa vida. Na verdade, os diferentes pontos de vista e os muitos conceitos sobre uma questão atuam como uma força, do bem ou do mal, para influenciar nosso comportamento.

Vale lembrar que nosso comportamento é o resultado de tudo aquilo que cremos dos valores que integram nosso caráter e das metas que pretendemos conquistar ao longo de nossa existência. Assim sendo, é difícil manter atitudes quando estas são censuradas e criticadas por aqueles com quem convivemos, seja na escola, no trabalho, em casa e até na igreja.

A Força do corpo. Por meio do corpo, interagimos com o mundo em que estamos inseridos. A visão, a audição, o olfato, o tato e o paladar são veículos de milhares de informações, e a todo o momento alimentam nossos pensamentos, emoções e sentimentos.

O que a mídia expõe acerca da sexualidade influencia e prejudica de forma grava o comportamento de muitos jovens e adolescentes. O sexo é divulgado em filmes, novelas, revistas, livros, cartazes, internet e até comerciais. As campanhas do governo de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis estimulam ainda mais á prática sexual, como se isso fosse motivo de orgulho, mesmo quando acontece prematuramente. Muitas pessoas até questionam se a lei de Deus ainda vale nos dias de hoje.

"Fujam da imoralidade sexual!" É o conselho do apóstolo Paulo (1 Co 6.18). Você pode fazer tudo o que quiser, "mas nem tudo é bom e conveniente para você" (1 Co 6.12). Controlar os impulsos sexuais é dominar o próprio corpo e não pecar contra ele. O apóstolo diz que "a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o próprio corpo" (1 Co 6.18). Paulo chama a nossa atenção para algo muito importante: tudo o que temos é de Deus, inclusive o nosso corpo. O nosso corpo é templo do Espírito Santo. Jesus pagou um alto preço por nós. Somos d’Ele. Por isso, recomenda o apóstolo, "usem o seu corpo para a glória d’Ele" (1 Co 6.20). Portanto fique firme e siga os princípios bíblicos. Ocupe sua mente com coisas boas e mantenha-se puro. Assim, você terá vida feliz e bem sucedida.

A Força dos outros. Somos seres sociais e, portanto, necessitamos conviver com outras pessoas. E os outros - como chamamos pais, amigos, parentes, artistas, e pessoas em geral - também exercem influência e pressão sobre a gente.

Todos têm uma grande necessidade de ser aceito pelos grupos onde convive: a escola, a família, a igreja, etc. Entretanto, para que o grupo o aceite como integrante, faz-se necessário que seu comportamento seja similar ao dos demais membros. É aqui que reside o perigo.

No Salmo 1.1 temos um alerta sobre influência das outras pessoas. Note que primeiro ouvimos o conselho dos ímpios (que não são justos corretos em suas atitudes). O passo seguinte é parar (nos deter) para estar com pecadores (pessoas que pecam intencionalmente). E, por fim então nos assentamos com os que escarnecem (gozam, discordam) da fé em Jesus. 

Portanto, cuidado: medite na Bíblia, faça o que é certo, e não se deixe influenciar pelas pessoas erradas.

A Força dos desejos.  Ao longo da nossa vida desejamos muitas coisas. Desejamos ser feliz, ter sucesso em nossa vida profissional, viver confortavelmente, etc.. São tantas as possibilidades de desejo, que não temos como relacionar todos.

Contudo, a realização dos nossos desejos tem um custo, e há pessoas que não colocam limites quando se trata de obter o que se deseja: enganam e ferem outros para chegar onde querem. Por isso fica a pergunta: o quanto estamos dispostos a pagar pela realização dos nossos desejos? 

Quando somos jovens e adolescentes cremos que podemos realizar o que desejamos e sonhamos, e temos pressa em fazer isto. Há alguns que têm um desejo tão forte de possuir algum tipo de bem material, como um videogame de última geração, ou um tênis de uma marca famosa, que começam a ter atitudes pecaminosas, como pegar dinheiro da carteira dos pais sem pedir permissão, por exemplo.

Atenção! Não permita que a força os seus desejos ultrapasse o limite do comportamento de um cristão. Um desejo não pode ser mais forte do que nossa vontade de servir e adorar a Deus: "Os maus falam com orgulho dos seus desejos. As pessoas exploram os outros desprezam ao Senhor e blasfemam contra ele" (Sl 10.3).

Todos nós temos, e precisamos ter desejos e projetos de vida. Contudo, nossos desejos devem ser voltados para o bem, para coisas grandes, honestas e excelentes: "Os planos dos bons trazem felicidade; o que os maus planejam produz ódio" (Pv 11.23).

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