BOM É TER AMIGOS

“Meu caro irmão, o seu amor tem me dado grande alegria e muita coragem, pois você tem animado o coração de todo o povo de Deus.” Filemon v.7


A epístola a Filemon enfatiza a importância do “companheirismo” refere-se ás pessoas que comem do mesmo que o pão.

Quando Paulo escreveu esta epístola, seu propósito era orar em favor de Onésimo, um escravo fugitivo. Segundo a lei romana, o escrevo que fugisse de seu dono podia ser sentenciado á morte. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu a Filemon a fim de convencê-lo de que o seu amigo se converta e agora poderia ser um bom companheiro.

Unidos pelo amor

Quem é o protagonista da epístola a Filemon  Paulo, em razão de seu gesto de intercessão por Onésimo? Este, por ter se arrependido de seus pecados, tornando-se um servo de Cristo? Ou o próprio Filemon  por ter, provavelmente, atendido ao pedido de seu irmão em Cristo? Na verdade, os três merecem menção honrosa. Mas o que vemos, nessa cativante história, é que não deve haver barreiras á nossa comunhão, propiciada pelo amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5.5).

Veja que amor tinha Paulo por Onésimo: “... Eu lhe faço um pedido em favor de Onésimo, que é meu filho por estarmos unidos com Cristo, pois, enquanto eu estava na cadeia, tornei-me o pai espiritual dele... Eu estou mandando Onésimo de volta de volta, e com ele vai o meu coração” (Filemon v.10-12). Quem hoje seria capaz de considerar um fugitivo, infrator da lei, o seu filho na fé? Quem exemplo de altruísmo! Isso nos ensina a pensarmos mais em nossos próximo, deixando de lado o egoísmo, que impera na sociedade sem Cristo.

Antes e depois

O versículo 11 enfatiza o que o Senhor Jesus faz vida daqueles que a Ele se entregam de coração: “Antes ele era inútil para você, mas agora é útil para você e para mim” (Fm vv. 11). A Palavra de Deus diz que, se alguém está em Cristo, é uma nova pessoa; tudo já se faz novo em sua vida, e as coisas velhas (vícios, pecados maus pensamentos, etc..)

Ficaram para trás. Assim como a história, a nossa vida pode ser dividida por meio das siglas antes de Cristo e depois de Cristo. Antes, pecadores, perdidos e amargurados. Agora, santos, salvos e alegres! E devemos prosseguir sem olharmos para trás (Fp 3.13, 14).

Nos versículos 15 e 16, fica ainda mais evidente a transformações de Onésimo: “pode ser que Onésimo tenha sido afastado de você o tenha de volta para sempre. Pois agora ele não é mais um escravo, porém muito mais do que isso: é um querido irmão em Cristo. De fato, para mim ele é muito querido. E para você agora ele é mais querido ainda, não só como escravo, mas também como irmão no Senhor”.

Ser salvo implica ser transportado da morte para a vida (Jô 5.24); das trevas para a luz; do ódio para o amor; da maldição para a benção, da pobreza espiritual para a riqueza (2 Co 8.9); de um lugar movediço para a Rocha da nossa salvação(Sl 40.1-3). Glória a Deus! Ele nos torna servos úteis, vasos preparados para toda a boa obra (2 Tm 2.20,21). Foi isso que aconteceu com Onésimo. Antes, um escravo inútil. Depois, um irmão útil.

Ah, como é bom ter amigos! 

Como é bom ter amigos de verdade, pessoas incapazes de não se comoverem com um pedido de ajuda! A maneira como Paulo se dirige a Filemon mostra o quanto eram companheiros, além de evidenciar o amor do apostolo pelo recém-convertido Onésimo: “gostaria de obrigá-lo a ficar comigo, enquanto estou nesta cadeia por causa do evangelho, a fim de que ele me ajudasse em lugar de você. Porém não vou fazer nada sem a aprovação de você, para que o favor que eu lhe estou pedindo não seja feito por obrigação, mas sua livre vontade”.

A verdadeira amizade é altruísta, pois Paulo, se quisesse, obrigaria Onésimo a ficar lá com ele, mas abriu a mão de sua valiosa ajuda, priorizando o seu bem-estar. Outra característica da legítima amizade é o respeito. O apóstolo pediu o consentimento de Filemon para receber Onésimo e deixou-o á vontade para decidir, a despeito de ter a certeza de que seria atendido: “Ao escrever isso, estou certo de que você vai fazer o que lhe estou pedindo e sei até que você fará ainda mais”.

Amigos de verdade “põem a mão no fogo” um pelo outro: “... receba Onésimo de volta como se estivesse recebendo a mim mesmo”. Você faria isso por seu amigo? Seria capaz de dar uma recomendação desse tipo? Correria o risco de ter a sua reputação arruinada ante um possível fracasso da pessoa que indicou? Bem, amigos de verdade correm riscos e estão dispostos até mesmo a sofrer algum prejuízo: “Se ele deu algum prejuízo a você ou lhe deve alguma coisa, ponha isso na minha conta... Eu Paulo, pagarei tudo.” (Fm v. 18, 19)

Verdadeiros amigos também se alegram com as vitórias de seus companheiros: “... meu irmão me faça esse favor, por causa do Senhor. Anime o meu coração, como irmão em Cristo”.

Ou seja, Paulo teria o seu coração animado em saber que seu amigo seria bem tratado. Que exemplo.  

# Você valoriza as amizades, ou prefere ser individualista?

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1 Comentário:

  1. Como é bom ter amigos.. Pena que muitas pessoas não reconhecem que o nosso melhor amigo é JESUS CRISTO.. aquele em quem podemos confiar, podemos contar nossas nescecidades e tristezas e o Espirito Santo sempre nos consola nos dias tristes e de agonia.. Eu amo todos os meus amigos, mais acima d Tudo eu amo meu melhor amigo Jesus..
    Liiiiiiindo texto

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