SEGURANÇA


Eu gostaria de compartilhar algo com vocês que aconteceu no domingo, 17/11/13. Contextualizando: Eu fui a um retiro no inicio do ano em Piraputanga, o qual foi ministrado pelo grupo: Impacto Aventura. 

(https://www.facebook.com/impactoaventurasinstutoisaac)

Conheci muitas pessoas novas, eu não conhecia de fato ninguém lá, exceto o Tito e a Tita. No sábado à tarde fomos fazer trilha e descer a montanha de rapel. Como teve um imprevisto descemos ao anoitecer, e nesse dia, devido ao  imprevisto, estávamos sem o material de iluminação. Tínhamos umas lanternas de mão e a luz do luar, somente. Eu fui uma das ultimas a descer, desci sozinha, foi a minha primeira vez descendo de rapel... Recebi a instrução antes de entrar na via: se precisar só grite “SEGURANÇA” e o pessoal vai te segurar, depois “SEGURANÇA” de novo, quando estiver se sentindo segura- tudo ok-, e eles vão liberar a via pra você descer.  Pedi duas vezes “SEGURANÇA”.

O Tito já havia me sinalizado algumas coisas (ministrações) sobre a descida de rapel, mas confesso que a minha experiência domingo foi radical!

Domingo eu fui orar a tarde, e há muito tempo venho pedido segurança pra Deus, pois me sinto insegura por dentro. Nesse dia eu pedi de novo a Deus: Deus me dê segurança, seja minha segurança.

Após esse pedido, Espírito Santo começou a ministrar em meu coração, me trouxe a memória aquela descida de rapel, no momento em que eu estava descendo e gritei “SEGURANÇA” e fiquei suspendida no ar. Confesso que eu não via nada alem de um palmo para baixo, vagamente o que estava a minha frente (a montanha), e o céu. Só haviam 2 cordas que me suspendiam no ar. Eu não sabia quem estava lá em baixo e nem o quanto faltava para chegar ao chão.

Revendo isso em minha mente, essas palavras ecoaram em meu coração: “Eu te seguro filha. Como aquelas cordas te suspenderam no ar eu te seguro. Eu te dou essa SEGURANÇA. É só você pedir, SEGURANÇA! Que eu te faço SEGURA em mim.” Essas palavras invadiram meu coração, se fixaram em minha mente, e comecei a entender:

A vida é como descer de rapel a noite, apenas iluminada pela luz do luar. Não vemos para onde estamos indo, não mais que um palmo, está “escuro” e estamos de costas. Vemos pouco do passado, pois sabemos por aonde viemos, mas as memórias mais longes se tornam vagas, escuras, esquecidas. Delas só lembramos o que de fato nos marcou.

Por onde iremos passar, não sabemos, é “escuro”, iluminado apenas pelos sonhos, promessas e pela fé que temos. Como na descida da montanha sabemos que vamos descer, só temos como descer. Só podemos seguir o fluxo normal da vida.

Se na montanha terá buracos, partes positivas ou negativas, só descobriremos descendo a via, e se enquanto descemos a insegurança, medo, dores, feridas, frustrações, angustias bater no peito e na alma simplesmente gritaremos “SEGURANÇA” e seremos suspendidos no ar. Isso, pela fé.

Suspendidos pela mão do Senhor que nos segura, como se nesse instante Deus nos carregasse no colo. Suspendidos para respirarmos, recebermos novas forças e continuarmos descendo pela via até alcançarmos o chão da nossa vida (sonhos, objetivos, alegrias, o Céu).

Como o Tito me disse: descer é um desafio, onde se superam medos. Com isso eu digo: não tenham medo de gritar SEGURANÇA enquanto descem a via da vida, Deus está perto de cada um de nós. 

Deus vos abençoe!

(Claiane Lamperth)

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