NÃO NOS PERTENCEM


A Palavra de Deus nos diz em II Reis, capitulo 6, verso 5-7 que quando estavam Eliseu e os seus alunos construindo casas para si, próximo ao Jordão. Um dos seus alunos por descuido deixou que a viga de um machado caísse na água, e logo, exclamou, dizendo: Ai senhor, ele era emprestado! Logo após o ocorrido, dirigiu-se Eliseu para o local, e perguntou calmamente onde havia caído a viga, e ainda com calma, lançou no local um pedaço de madeira que ali havia cortado. Fazendo com que a viga flutuasse, e com autoridade disse: Pega-o. E o homem os pegou.

 É interessante observar neste pequeno contexto a importância de pequenos descuidos e da autoridade de Deus em nossas vidas. Há uma simbologia muito interessante neste texto, onde se percebe claramente que a viga são os homens ímpios, ainda desconhecidos da Palavra e com os corações e pensamentos duros como o ferro, impermeáveis por meios naturais.

Vemos ainda, o significado do imprudente ao qual a lançou nas águas, isto é, aqueles que tentam por si mesmos converter os ímpios impondo grandes impactos. O texto nos mostra esse pequeno deslize, e o reconhecimento de que é necessária a autoridade divina pra que se tenha sucesso, pois a água neste contexto representa a Palavra de Deus. Num todo, ainda com o descuido, a Palavra se fez presente nesta alma, fazendo-o reconhecer o que havia acontecido, e logo chama-se o homem de Deus, que fez o papel do próprio Deus. Esse lançou a madeira que simboliza a cruz, e resgatou a alma, o coração, o pensamento, duro como a viga de ferro.

Através do poder, da Palavra e da cruz, podemos trazer do fundo do mar (simboliza o caos) as almas perdidas, antes submersas, e que são agora trazidas à tona por meio do Evangelho de amor. Mesmo assim, a viga é devolvida ao imprudente, pois por meio dele muito trabalho esta viga lavada pelas águas divinas fará.

Nós os líderes, obreiros, pastores, somos como o homem imprudente. Pois por muitas vezes tentamos através de nós mesmo e de nossa imposição, manusear e lidar com as almas que o Senhor nos confiou para cuidar, porém quando enxergamos que falhamos por muitas vezes, devolvemos estas almas ao Senhor, ainda não curadas, não tratadas, ainda enfermas, e o Senhor por misericórdia, através do evangelho e da cruz, traz a tona estas almas. E, novamente nos confia à tarefa de cuidá-las, guardá-las e ensiná-las. Cabe a nós entender e valorizar aquilo que o Senhor nos confiou. Cuide-as, pois são de Deus.

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